Only an organization capable of training good managers who are able to conduct it will exist in 5 or 10 years

Silvio Celestino
Senior Partner da Alliance Coaching. Vice Presidente da Federação Internacional de Coaches, Chapter São Paulo. Autor do Livro “Conversa de Elevador, Uma fórmula de Sucesso para sua carreira”.

Bons líderes formam bons líderes,
não bons seguidores

Bons Líderes formam bons líderes, não bons seguidores. Uma organização somente existirá daqui a 5 ou 10 anos se formar gestores capazes de conduzí-la. Entretanto, é comum observarmos líderes, principalmente aqueles de origem técnica, se envolver quase que exclusivamente com questões operacionais. O resultado é que suas agendas se sobrecarregam com problemas de curto prazo e não sobra tempo para planejar a mais relevante de suas funções que é a formação de novas lideranças. Como consequência, os profissionais submetidos a uma gestão muito operacional não exercitam sua iniciativa, sempre aguardando instruções do principal gestor diante de qualquer problema. Por vezes, há um culto às qualidades dele, como se suas capacidades fossem extraordinárias e a única razão do sucesso da empresa. Instala-se então um senso de que ser um bom seguidor é o melhor caminho para desenvolver-se na corporação.

Quando uma empresa forma bons seguidores, eles cumprem de forma apropriada as ordens que lhes são dadas, mas não desenvolvem seu próprio poder de observação, reflexão e atitude. Isto gera um risco enorme para suas carreiras mesmo quando fazem tudo que lhes é solicitado. Certa vez, um grande grupo nacional se orgulhava de dizer que seus investimentos seriam sempre no Brasil e, portanto, seus executivos se esmeravam em conhecer e refletir sobre a exploração do mercado brasileiro. Entretanto, as circunstâncias mudaram abruptamente e o grupo que antes abria o mapa do país para decidir sobre seus investimentos começou a desdobrar o mapa mundi. A consequência é que tiveram de contratar executivos externos para liderar a empresa, pois em seus quadros não havia pessoal qualificado para negociar em inglês.

Afinal, todos seguiam à risca a instrução de se concentrar no Brasil.

O problema de se formar bons seguidores é que eles se tornam disfuncionais a longo prazo. Isto é, se a empresa exige repentinamente renovação devido às transformações econômicas, eles provavelmente não estarão preparados, pois estão sempre esperando por instruções para depois agir, inclusive no que diz respeito ao seu auto-desenvolvimento. Além disso, é provável que tenham se tornado resistentes às mudanças.

Por outro lado, se a organização concentra-se em formar novos líderes, irá paulatinamente construir uma cultura na qual os gestores são desenvolvidos para observar, refletir e agir orientados pelo propósito da empresa. Quando isto ocorre, aumenta-se a capacidade do indivíduo de prever e preparar-se para os altos e baixos do empreendimento e da própria economia. Ele sabe que suas habilidades e seu conhecimento somente serão úteis se aprimorá-los continuamente e adaptá-los às transformações do mercado. Mais do que admirar as competências do principal gestor, procura contextualizá-las e desenvolver-se para ter capacidade de liderar sua própria carreira e a empresa com os olhos no futuro e não no passado.

Um bom líder possui propósitos construtivos e valores elevados. Acima de tudo investe para que a empresa exista a partir deles e não de sua personalidade. Por isso, é capaz de transmití-los de forma marcante, relevante e inspiradora para os novos gestores. Pois é assim que a organização viverá por muito tempo.

Sílvio Celestino

The English For Secretaries program is not considered as being for beginers only. We have a large number of fluent secretaries who want to learn more.

Regina Rezende
Professora de inglês há mais de 20 anos, certificada pela Universidade de Cambridge (Certificate of Profiency in English, Teacher Knowledge Test). Atuou como secretária executiva bilíngue de grandes empresas multinacionais tais como BankBoston, Booz Allen & Hamilton e Banco Santander Banespa. Formada em Relações Públicas, atualmente cursa Gestão de RH. Desenvolve e apresenta workshops e imersões focados em inglês para secretárias. É autora do blog “English for Secretaries”.

English for Secretaries - 4 years!

Setembro é sempre um mês especial para mim. O mês começa com o meu aniversário e embora nem sempre envelhecer seja bom, também nos traz mais experiência, for sure! E fechando o mês temos o Dia da Secretária. Mesmo com todas as polêmicas sobre qual é realmente a denominação correta para o nosso trabalho, se temos registro profissional como secretárias, se estudamos Secretariado ou se somos secretárias pela experiência e o quanto outras pessoas que tem o perfil bem diferente do nosso são chamadas de secretárias. Enfim, neste dia, não importa nada disso: somos profissionais comemorando o nosso dia. E sem querer resmungar, quem não gosta de um presentinho ou melhor ainda e principalmente, reconhecimento? Se não for diário, que seja pelo menos a lembrança do nosso dia!

E no meio de setembro, também há uma data especial: nossa primeira palestra English for Secretaries no Wall Street Institute. De 2006 para cá, muita coisa mudou! O número de pessoas interessadas no projeto e em aprender inglês aumentou muito. Vejo que nestes quatro anos que se passaram, há uma união cada vez maior entre os grupos de secretárias e que o interesse pelo desenvolvimento está cada vez maior, não só em aprender outra línguas mas também pelo crescimento de cursos ligados direta ou indiretamente à área do Secretariado, tais como Gestão de Eventos ou de Recursos Humanos, curso que inclusive eu estou fazendo e que me acrescenta muito tanto como secretária quanto como instrutora.

Outro ponto a ser considerado é o crescimento

, ou melhor, a retomada dos blogs. Quando os blogs começaram a aparecer no Brasil em 2000, 2001, eram mais diários virtuais. Hoje já se tornaram uma poderosa ferramenta de mídia e vemos vários blogs e sites focado no universo da secretária, e isso também causa mais união, interesse pela profissão e por nosso desenvolvimento.

Quanto ao ensino de inglês, me sinto bastante feliz em saber que contribuímos para trazer o inglês mais para perto da realidade das secretárias, motivando e gerando interesse. No início, nosso programa apenas oferecia palestras e imersões com assuntos gerais e, com o tempo, ele foi se especializando: Business Writing, Telephone English, Cross Cultural Communication, E-mail English, para acompanhar o interesse de nosso público que há tempos já deixou de se contentar apenas com o “the book is on the table”! Vejo também uma mudança de atitude das secretárias mais seniores. Atualmente, o programa English for Secretaries não é mais considerado para secretárias iniciantes, já temos uma grande procura de secretária realmente fluentes em inglês mas que querem aprender mais, e para isso já até temos a previsão de uma imersão focando em Case Studies na área de Secretariado para atendermos a este novo nicho melhor ainda.

Ou seja, o futuro está se mostrando cada vez mais brilhante para a nossa profissão e também para o nosso projeto, que é apenas uma criança de quatro anos querendo sempre alcançar mais!

Regina Rezende

Personal Marketing is to give value to the human being concerning his phisical, intelectual and spiritual aspects.

Adriana S. Néglia
Psicóloga, com MBA em Desenvolvimento Gerencial e formação em Coaching Integrado pelo ICI - Integrated Coaching Institute. Ampla experiência em Orientação de Carreira para executivos e profissionais especializados. Experiência de 15 anos na área de RH em consultorias nacionais e multinacionais. Sólida experiência nas áreas de Outplacement, Executive Search, Assessment e Coaching.

Como está o meu
Marketing Pessoal?

Você faz um bom Marketing Pessoal? O que é Marketing Pessoal para você?

Segue abaixo esclarecimentos sobre Marketing Pessoal e dicas de como fazê-lo da melhor forma possível.

Marketing Pessoal é valorizar o ser humano nos aspectos físico, intelectual e espiritual. Possibilitar a utilização plena das capacidades e potencialidades humanas tanto na área profissional quanto pessoal. Normalmente nós fazemos Marketing Pessoal para atingir nossos objetivos, ser reconhecido, ser valorizado e atingir o sucesso. Quando falamos em Marketing Pessoal, estamos falando em 06 ferramentas das quais eu preciso cuidar. São elas: imagem pessoal, comunicação, relacionamento, política, competências e resultados. Desenvolver estes 06 pontos não é tão difícil como as pessoas imaginam apenas como tudo em nossa vida, exige muita dedicação.

Imagem pessoal:
a)Falar: saber como, o que e quando falar;
b)Vestir: saber o que, como e onde vestir;
c) Agir: saber como e quando agir

Comunicação: recebemos e interpretamos uma mesma mensagem de forma diferente de outras pessoas porque temos estilos de comunicação diferentes. Para termos uma comunicação eficaz é muito importante conhecermos o estilo de comunicação das pessoas com quem convivemos para que possamos adaptar a nossa comunicação a cada estilo.

Relacionamento: O poder de nossa Net ou Rede de Contatos é muito grande por isso cuide com muito carinho dela, buscando mantê-la e ampliá-la. É uma relação de troca, construída ao longo de nossa

vida que nos permite estar atualizada com o mundo e com os negócios, além de nos proporcionar a exposição no mercado.

Política: Saber fazer política de forma correta é saber ser um bom negociador e influenciador de pessoas. Quanto maior o nível hierárquico, mais tempo preciso me dedicar à política. Para isto:
a) Busque comunicar-se de forma adequada ao público alvo: fique quieto quando for estratégico, ouça o outro e "engula sapos" para evitar atritos desnecessários;
b) Busque estar no lugar certo, com as pessoas certas;
c) Busque usar seu poder de persuasão, influenciando as pessoas.

Competências: Ressalte suas principais competências. Nossas competências são um conjunto de nossos conhecimentos, habilidades e atitudes. O conhecimento é o mais fácil de adquirir, pois consigo ter através de leituras e cursos. As habilidades podem ser adquiridas, desenvolvidas e modificadas através de experimentação e treino, mas o mais difícil de mudar são as nossas atitudes, que definem sua interação e suas reações quanto ao ambiente a sua volta. Elas estão relacionadas a sua personalidade, sua estrutura comportamental, não muda de um dia para o outro, consigo mudar em médio/longo prazo.

Resultados: Minhas histórias de sucesso, minhas ações, minhas conquistas e meus objetivos futuros fazem parte de meus resultados. Procure dividir com as pessoas certas e estratégicas os seus resultados na empresa. Não fique escondido, sem mostrar o que fez, achando que faz parte de sua função e esperando que as pessoas saibam de outra forma.

Adriana Néglia

The leader's frequent change of humor leads to bad consequences for his team such as lack of motivation and productivity decrease.

Milene Rosenthal
Psicóloga com especialização em Terapia Cognitiva e pós-Graduada em Gestão de Recursos Humanos com experiência em multinacionais de médio e grande porte. Atualmente, é responsável pela área de Recursos Humanos da Aitec Brasil uma empresa européia que atua na área de tecnologia em diversos segmentos. É autora do Blog Comportamento Moderno (comportamentomoderno.blogspot.com)onde escreve sobre o comportamento no mundo atual e suas tendências.

“O MÉDICO E O MONSTRO”
Da ficção para o mundo corporativo

Acredito que muitos conhecem a história legendária “O Médico e o Monstro” que é considerado um clássico da literatura. Basicamente a história relata a vida de um médico cientista muito honesto e virtuoso chamado Dr. Jekyll que busca encontrar uma fórmula para isolar o mau nas pessoas e acaba testando a substância em si mesmo. E é dessa forma que nasce o terrível e pavoroso Mr. Hyde que nada mais é do que a outra personalidade do Dr. Jekyll, que por possuir tanta maldade foi chamado de “monstro”.

E por que iniciei o meu artigo com esta história? O que isso tem haver com as organizações de um modo geral?

Infelizmente, em algumas organizações, encontramos líderes muito parecidos com o Dr. Jekyll, isto é, pessoas que por terem intensa variação de humor acabam tendo mais de um padrão de personalidade. Essas pessoas são aquelas as quais você, antes de abordá-las, fica na dúvida de como estará o humor dela e, por consequência, a ansiedade aumenta fazendo com que as pessoas tenham medo e muita insegurança ao se dirigir a ela. Resumindo: é desanimador! São pelo menos 30 minutos de ensaio antes de ir até a mesa do “monstro”! Um show de mau humor e grosseria...

Quando este tipo de pessoa exerce uma liderança o problema se potencializa, pois a equipe acaba por ficar contaminada pelo pessimismo, ansiedade e stress. Como na história acima, o “monstro” acaba ganhando na maior parte e permanece por mais tempo na personalidade do líder.

Mas quem é o líder bem humorado? Muitos confundem bom humor com aquela pessoa que sempre está sorrindo, gargalhando, brincando e fazendo piadas o tempo todo. Esse é o famoso piadista, o tirador de

sarro. Já o humor é um conceito mais complexo, pois se caracteriza pela manifestação do sentimento humano e nos dá indicações externas de como está o ânimo da pessoa por dentro. Também está associado à forma de pensar e ao grau de otimismo que a pessoa coloca na realidade que a cerca.

No meu entendimento, quando alguém me diz que tem um líder bem humorado, eu logo associo a um profissional que possui um estado de espírito positivo, que busca compartilhar soluções com a equipe, que enxerga as dificuldades como uma boa oportunidade de crescimento e, principalmente, motiva e encoraja sua equipe a atingir as metas com confiança e tranquilidade. Em resumo, o líder bem humorado é aquele que sempre agrega valor positivo a sua equipe e, por possuir um humor constante, está sempre pronto para acolher com receptividade.

Entretanto há dias que realmente é difícil manter um bom humor, afinal o líder é humano. Porém, é fundamental entender que ser líder não dá o direito a ninguém de descontar as insatisfações nas pessoas através do mau humor. O respeito deverá sempre existir nas relações.

A boa notícia é que se depender das empresa que possuem uma gestão moderna de pessoas e que buscam fazer a diferença, perfis como o do Dr. Jekyll ficarão apenas no mundo da ficção, pois essas organizações não aceitam esse tipo de comportamento e estão investindo pesado em ações que cultivem o bom humor e o entusiasmo nos seus ambientes corporativos. Afinal, ser competente dá lucro, mas pensar positivo dá muito mais!

Milene Rosenthal

Wouldn’t it be easier if you’d just wake up everyday shouting out loud “Good morning”? By the end of the day, if you couldn't make it, at least you'd have tried.

Gladis Costa
Gerente de Marketing e Comunicação da PTC, criadora do grupo Mulheres de Negócios e autora do livro “O Homem que Entendia as Mulheres”

Dormindo com o inimigo

Fernanda, uma amiga, queixou-se esta semana de seu excesso de auto crítica. Disse que se sentia, naquele momento, como sua pior carrasca. "Meu auto-retrato é branco e preto, sem cores", reclamou. Por que a gente faz isto? Há tantas pessoas que nos criticam. Por que, se no passado cometemos alguns erros, ainda hoje somos obrigadas a conviver com parentes que secretamente nos criticam, mães que repudiam nosso comportamento e não respeitam nossas atitudes, que nos acham tão “'diferentes” delas? Ai que chato.

Arrepender-se por um ato errado, uma atitude impensada é saudável. Nossos erros e acertos nos tornam melhores, nos amadurecem. Agora, manter a luz vermelha permanentemente acesa por causa disto é auto flagelo. O pior é que não se vive a culpa por alguns momentos apenas, ela parece ser eterna, duradoura, pérfida, maligna, venenosa, uma cobrinha criada em nosso próprio quintal. E a culpa não age sozinha, traz junto o medo, a insegurança, a baixa estima, traz em seu bojo a palavra NÃO, em sua forma mais ácida e corrosiva.

É como uma âncora lançada ao mar que drena nossa energia e impede nosso navio de partir. Talvez venha daí nossa sensação de estresse constante. Quantas coisas fazemos ao longo do dia? Se você parar e questionar (muito) tudo que fez ou deixou de fazer: “Será que foi a melhor coisa que eu fiz? “Deveria mesmo ter ligado?” “Deveria mesmo ter ido àquela festa?” “Por que comecei aquele assunto?”.

Haja energia!

Será que não seria mais fácil, por exemplo, ao levantarmos, dizer em alto e bom tom: “Bom dia, Deus. Bom dia, dia! Hoje vou caprichar, tentar fazer o melhor possível e acima de tudo, ser uma pessoa melhor”. Pronto. Somente isto, nosso pequeno e poderoso mantra. E ao final do dia, pensar que se você não chegou lá, pelo menos tentou. E isto é o que deveria ser guardado para a história. Porque afinal, é fácil criticar uma atitude que você tomou no passado, com os olhos de hoje, com a sabedoria de hoje.

Não vale, não é justo, o contexto é outro, você é outra. Não verta uma lágrima por este motivo. Apenas dê um sorriso e diga para aquela pessoa que mora dentro de você. “Querida, eu tentei, juro. Foi o melhor que pude fazer. E além do mais, no fundo era o que eu queria mesmo fazer”. E não se fala mais nisso!

Outra coisa: só se vive uma vez. A vida passa muito rápido. Olhe só, pense no momento que você começou a ler este texto. Agora isto já faz parte do passado, já era. Precisamos usar o nosso tempo hoje, escasso e precioso tempo, para desenhar nosso auto-retrato em cores vivas, alegres, radiantes.

Vamos lá, você já foi assim, lembra? Vamos guardar em nosso álbum somente as melhores recordações. Alguém disse com muita propriedade que “nunca é tarde para se ter uma infância feliz”. A vida é curta. Curta!

Gladis Costa

Green wine is a light, lovely accompaniment to a splendid spring seafood lunch.

José Eduardo Vieira de Moraes
Engenheiro agrônomo. Especializado em entomologia da videira no Centro Nacional de Pesquisa de Uva e Vinho da EMBRAPA em Bento Gonçalves, RS. Fez treinamento básico e avançado en Degustação de Vinhos na ABS, SP (Associação Brasileira de Sommeliers). Organizou e participou de diversas sessões de degustação de vinhos.

O vinho verde é, provavelmente,
o mais português dos vinhos portugueses

Dificilmente há similares em outros países. Apesar do nome, nada tem a ver com vinhos ainda não maduros ou qualquer outra relação direta com a cor. São tintos, brancos e rosês produzidos numa região delimitada, no noroeste de Portugal, com alta acidez, pouca graduação alcoólica, ligeiramente frisante e que devem ser provados gelados e jovens.

O vinho verde não envelhece bem, piora à medida que o tempo passa. Os brancos secos são melhores, em especial aqueles produzidos com a casta alvarinho. Nesta região dos vinhos verdes, que vai do rio Minho (fronteira com a Galícia) ao sul do rio Douro, os sistemas de condução das videiras empregados as mantêm elevadas, com muitas folhas. Deste modo, as frutas recebem pouco do calor refletido pelo solo e são protegidas da umidade, que poderia causar podridão e outras doenças.

Um sistema raro e curioso ainda adotado por alguns vinhateiros é o enforcado, onde a parreira sobe pelo tronco de árvores altas, principalmente as castanheiras, e a colheita é feita com a ajuda de escadas e cestas amarradas em cordas. Isto permite que o solo embaixo seja utilizado para outras culturas ou para criação de galinhas, porcos e cabras.

No processo de vinificação do vinho verde, o líquido passa por fermentação malolática que transforma o agressivo ácido málico no bem mais suave ácido lático. Mas sempre resta um pouco de gás. Seria um defeito num vinho comum, mas é desejável no caso do Verde, que deve mesmo dar uma sensação de “pinicar” a boca, é o que se chama de agulha dos Verdes. Vai muito bem com sardinha na brasa.


Dica do mês:
Quinta da Aveleda Branco 2008
R$ 38,00 (Interfood)


Amarelo palha com leve toque esverdeado. Aspecto límpido e ligeiramente brilhante. Aroma fresco, evidenciando a presença de frutos cítricos e ligeira nota floral. Boca bem fresca, típica.

José Eduardo V. de Moraes

Are you suficiently opened to accept this provocative invitation to let yourself be taken by the waters of art?

Débora Andrade
Psicanalista, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV. Dedica-se ao atendimento clínico em consultório, também trabalhando com grupos. Idealizadora e gestora do Projeto Instigar, presta serviços de consultoria a empresas, utilizando para isto conceitos de psicanálise & gestão.

"Há sempre um copo de mar
para um homem navegar"

No artigo relacionado à copa do mundo coloquei em foco de discussão situações de pessoas que muito se queixam e nada conseguem fazer para transformar aquilo que tanto gera incômodo na sua vida.

Já no presente artigo, quero acrescentar nesta mesma discussão situações de pessoas que, apesar de também estarem sofrendo emocionalmente, ao contrário dos “queixosos”, permanecem absolutamente caladas. Pessoas que, mesmo estando conscientes sobre quais são os aspectos de suas vidas que estão gerando forte incômodo, permanecem quietas... Pessoas que sofrem silenciosa e solitariamente...

Apesar da evidente diferença em relação ao ruído gerado e em relação à (im)possibilidade de dividir o peso da carga emocional através de pedidos de ajuda, um aspecto que me parece comum em ambos grupos é uma certa paralisia diante da situação geradora de sofrimento.

É como se, em função de uma série de diferentes razões, estas pessoas permanecessem “confinadas” em situações de vida que praticamente as imobilizam.

Esta imobilidade nem sempre é criada e determinada por fatores do mundo externo, mas, na maioria das vezes, é auto-imposta pelo mundo interno de cada um. Em alguns casos, um sentimento de impotência frente a uma determinada situação imobiliza estas pessoas; em outros, talvez haja alguma espécie de imperativo inconsciente em auto-castigar-se, enquanto em outros, uma possível incapacidade momentânea em reunir energia suficiente para imprimir algum tipo de movimento. Qualquer movimento...

Independente dos motivos, estas pessoas permanecem em uma espécie de estado de inércia frente ao confinamento resultante do sofrimento emocional.

Você identifica alguma situação da sua vida que se encaixe nesta metáfora de "confinamento emocional"?

Então, como certamente não foi por acaso, utilizei como título deste artigo o mesmo verso do poeta Jorge Lima que foi adotado pela curadoria da 29ª Bienal de São Paulo como convite provocativo... Aproveito este ponto do artigo, para recomendar que você invista um minuto para, pau-sa-da-men-te, reler e refletir sobre o nome deste artigo.

Apesar de todas as razões lógica, que você provavelmente está enumerando neste exato momento, para justificar a sua paralisia, você tem consciência de qual é a sua própria responsabilidade em dar manutenção e sustentação a tais situações de "confinamento emocional"?

E será que, neste sentido, a arte teria realmente a capacidade de provocar mobilização emocional suficiente para inspirar algum tipo de transformação interna, que possibilite a saída deste estado de sofrimento inercial?

Melhor colocar esta mesma questão sob uma perspectiva diferente: você está suficientemente aberto para aceitar este convite provocativo de deixar-se levar pelas marés e correntes marítimas da arte, como fonte de inspiração para transformar a sua vida?

Permita-se esta experimentação: visite a 29ª Bienal de São Paulo não com o intuito de compreender o que cada artista tentou expressar com a sua arte; mas sim como VOCÊ experimenta o encontro com a arte de cada um destes artistas. O que será que cada uma destas obras de arte despertará em você?

Cuide-se!

Débora Andrade

A revista Go! English oferece aos seus leitores uma forma divertida, informativa e natural de aprender a língua inglesa ou aprimorar os conhecimentos do idioma. Traz exercícios, textos e dicas de sites úteis para o leitor praticar e ir além. Cada edição da revista Actual English vem acompanhada de um CD-ROM com artigos em áudio, atividades e tradutores para ajudar no desenvolvimento da compreensão e da pronúncia.